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domingo, 19 de fevereiro de 2017

A imposição da felicidade

Eu pertenço àquele grupo de pessoas, também chamados de sonhadores, que têm como principal objectivo de vida ser feliz. Não sou particularmente ambiciosa pelos padrões normais,nem o dinheiro nem a ideia de sucesso me motivam particularmente. Motiva-me a ideia de paz interior, a ideia de viver rodeada de amor sem grande stress e dificuldades. Quero um mundo cor-de-rosa e talvez por isso me sinta sempre infantil. Não sou também muito materialista, ou melhor, sou de uma forma estranha, sou apegada a materiais que me trazem memórias, a livros, a cartas a fotografias, a objectos afectivos.

Mas mesmo eu  às vezes preciso de estar triste, e quando em épocas em que passo por situações em que o estar triste é o normal sinto que há uma imposição para não estar mal. Ou pelo menos para não o demonstrar. Vivemos numa sociedade que se embriagou tanto com a ideia de positividade que deixou de nos dar espaço para os momentos menos bons.

Eu acredito que em determinadas alturas viver os sentimentos livremente é catártico, que precisamos de tempo para digerir o estar mal, até que este sentimento se gasta e nos deixa recomeçar a ter outros sentimentos. Em alturas de acontecimentos que nos causam desgosto ter além do desgosto a pressão de não o demonstrar por preocupação com os outros torna tudo mais difícil ainda.

Às vezes o caminho mais fácil para a felicidade é a infelicidade, é o sentir o que se tem de sentir no momento até que nos cansemos e avancemos em direcção à reconstrução, em direcção ao novo eu que inevitavelmente momentos difíceis ajudam a moldar. 

E no fundo, sem tristeza, não conseguiríamos apreciar a felicidade...






domingo, 8 de janeiro de 2017

Novo projecto: perseguir os sonhos.

Como já tinha dito aqui comecei este ano a tentar fazer uma pausa/redução do meu tempo nas redes sociais. O facebook é uma ferramenta interessante de contacto e actualização (com alguns viés) mas também me roubava demasiado tempo e estava a interferir com as minhas relações próximas de uma forma negativa. Assim o balanço desta primeira semana de redução é muito positivo, tenho conseguido ter mais tempo para descansar, pensar e organizar projectos futuros.

Em relação ao blog, ainda não decidi se vou continuar ou parar não sei, por agora apeteceu-me escrever e por isso faço este post.

Em relação a projectos futuros, como já tinha dito este ano a minha vida profissional vai mudar radicalmente, uma vez que existe uma lei que me impedirá de ser contratada a tempo inteiro pela escola como aconteceu nos últimos 9 anos. Todos aqueles que me conhecem em contexto mais próximo sabem que foi para mim um sonho tornado realidade ir para lá trabalhar e que o meu empenho nos projectos em que me envolvo é sempre máximo.

Assim neste período começo a repensar o meu futuro e os meus sonhos, sou nova (com 32 anos na época actual é-se ainda considerado jovem) tenho ainda caminhos que estão a meio e que gostaria de terminar, mas vejo todo um mundo de possibilidades de áreas que sempre quis explorar pela frente. Eu sou de altos e baixos por isso um dia destes provavelmente vou sentir o oposto, mas hoje estou mesmo a ver isto apenas como uma mudança de direcção programada pelo destino. Algo novo vem aí e há tanto de entusiasmante como de assustador neste pensamento.

Em relação à minha "carreira literária" começarei a colaborar a título voluntário com uma revista que é também ela um projecto de início chama-se: Humanamente e deixo-vos aqui o link.
Este convite veio até mim através de uma antiga aluna a Adriana Costa e estou entusiasmada com esta participação.




Em relação a tudo o resto encontrei ontem umas palestras de um estudioso da psicologia positiva que diz que um dos maiores pressupostos para o sucesso futuro é a  felicidade racional. E é esse o caminho que sempre quis traçar para mim e no qual continuo. A apreciar o bom e a relativizar o mau.


How happy I was if I could forget

  How happy I was if I could forget How happy I was if I could forget To remember how sad I am Would be an easy adversity But the recollecti...