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sábado, 15 de outubro de 2016

Será a moda para todas?

Desde que me conheço como gente gosto imenso de roupa e de maquilhagem, gosto de saltos altos, baton vermelho, vestidos de festa! gosto de moda, gosto de me sentir bem nas roupas que uso, mas mais ainda de me sentir linda nas mesmas.

O ter ficado gorda com a idade não alterou isto e nem acredito que algum dia a idade venha a alterar.

Nesta comunidade do BodyPositive que eu acabo por seguir e onde me revejo é postulado que as pessoas independentemente do tamanho que têm devem usar o que bem lhes apetece.

Eu concordo com isto em teoria, na prática sou demasiado vaidosa para vestir roupas que sinta que não me favoreçam. Na realidade, a minha abordagem do tema, quando pretendo estar bem vestida, é um pouco a contrária: só vestir mesmo aquilo de que além de gostar me assenta bem!

Com isto não quero dizer que seja apologista da maior parte das "roupas para gordas", acredito que essas roupas na sua maioria são roupas que em vez de favorecerem põem em evidência o excesso de peso. Ninguém fica bem a vestir uma "tenda" como camisola, seja gorda ou magra, então porquê fazer essa escolha?

 Gosto do bom senso na escolha das roupas, não acho que nos devamos esconder, mas acredito que usarmos o que podemos de forma a realçar os nossos pontos fortes é uma mais valia.

Assim acabo por usar quase tudo, mas preocupo-me sempre em avaliar se assenta bem ou não, e acredito que quando se tem excesso de peso, mais do que seguir regras à cega, o importante é perceber como é que as  regras funcionam connosco e jogá-las a nosso favor.

Pessoalmente nas fases em que estou mais magra tendo a mostrar mais as pernas na roupa, nas épocas em que estou mais gorda aposto mais nos decotes, pois como a minha irmã costuma dizer: "o tamanho da barriga percepcionado é inversamente proporcional ao tamanho do decote".

Esta é a minha adaptação deverá haver adaptações que pessoalmente façam mais sentido nuns corpos do que outros. Mas mesmo isto, não deve ser levado ao exagero, às vezes conseguimos ser os nossos piores inimigos e sobretudo as pessoas que em alguma altura da vida sofreram pelo julgamento da imagem tendem a ser muito autocríticas em relação a si mesmas, demasiado... A confiança é o factor mais importante em qualquer roupa que se vista, é para isso que servem todas as técnicas que nos façam bonitas, para provarem a nossa beleza a nós mesmos, de forma a que o que os outros pensem não abale de modo de nenhum o que sabemos sobre nós mesmos.

Hoje na Internet encontrei um vídeo da Ashley Graham em que ela elucida este conceito com exemplos, explicando como no fundo não há roupas que nos estejam vedadas por sermos gordas, há é  essas adaptações a fazer pessoalmente em função dos nossos corpos, de modo que possamos de facto usar tudo, mas bem!





sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Ashley Graham e o duplo padrão para as mulheres gordas

Hoje li um artigo que noticiava que a nova estrela da  H&M é a modelo plus size Ashley Graham, a qual como qualquer comum mortal pode reparar é lindíssima e absolutamente sensual.
 Também hoje dei comigo a pensar como mesmo com este movimento de aceitação de corpos de mulheres com diferentes formatos e tamanhos continua o nosso duplo padrão a julgar as mulheres gordas.

Ter a sensualíssima Ashley como imagem de uma marca de massas é fantástico, contudo ver que para se ser modelo de tamanhos grandes se tem de ter uma cara perfeita, e um corpo que apesar de grande é desproporcional  e curvilíneo na medida certa, não avança muito naquilo que é a aceitação de corpos diferentes pela sociedade.
Na realidade acho que para se ser modelo plus size é necessário algo mais raro que para se ser uma modelo de tamanhos pequenos, enquanto que as primeiras têm de ter caras perfeitas as segundas podem ter características faciais estranhas e não tão atraentes, são até encorajadas pela diferença; enquanto que as modelos plus size sendo gordas têm de ter uma cintura pequena e peito e rabo grandes as modelos magras podem ser de diferentes formatos desde que muito subnutridas...De realçar também que todas as modelos gordas têm caras magras!

Este é o padrão que como sociedade se aplica às mulheres gordas. Pode-se ser gorda desde que se seja fisicamente atraente, tudo o resto é irrelevante na avaliação social que fazem de nós, mulheres gordas.

Diz a frase de Coco Chanel "Não há mulheres feias, há mulheres preguiçosas", ora eu acho que há! Há mulheres e homens feios e bonitos, a diferença não está tanto no modelo mas naquele que olha, e se a sociedade continua a "educar-nos" para olharmos sempre da mesma maneira, todas estas modelos grandes não são verdadeiramente um alargamento da visão de aceitação social, são apenas um redirecionamento do foco.







How happy I was if I could forget

  How happy I was if I could forget How happy I was if I could forget To remember how sad I am Would be an easy adversity But the recollecti...