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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Como no estranho caso de Benjamin Button

Eu gosto imenso do filme da Lenda de Benjamin Button, ainda não li o livro mas é algo que mais ano menos ano tenciono fazer. Gosto muito deste filme porque me revejo incrivelmente na história.
Eu também tal como o Benjamin nasci velha.

Quanto mais anos tenho mais disparates faço. Na realidade depois de muitos anos a viver para o que seria suposto fazer e ser  mandei tudo às urtigas e comecei a viver mais para mim e para as coisas que me fazem feliz. As minhas escolhas deixaram de ser tão pensadas, planeadas e pesadas ao mais ínfimo pormenor e encontro-me há já alguns anos a viver para mim

. Eu sempre tive planos que tentava seguir, mas cada vez vejo mais que no fundo esses planos eram os de outros para mim e que me impediam de aproveitar o momento presente, de abraçar o mundo e a felicidade .
Todas as mudanças da minha vida que vi com apreensão têm-me trazido  liberdade em vez de confusão. Na realidade sinto-me esperançosa com o desconhecido que vem aí.

A vida é um balanço entre estabilidade e liberdade e se quase toda a minha vida escolhi a estabilidade,e fiz as escolhas baseadas na razão apercebi-me que está na altura de ir na direcção oposto, para quem sabe um dia chegar ao ponto certo. A estabilidade é uma ilusão onde o conforto disfarça muitas vezes de felicidade e nos impede de  de facto a alcançarmos.

Nesta fase decidi ser uma criança mimada, fazer o que me apetece, bater com o nariz na parede, ter uma série de planos de emergência como se da rede de um trapézio se tratasse,  mas voar. Estar confortável deixou de servir para mim... Quero a liberdade, quero o Eu grande e expansivo, quero ser feliz.

Muitas das minhas escolhas foram feitas a pensar nos que me querem bem e perdoem-me o egoísmo, mas quem vive com as minhas escolhas sou eu, está na hora de as honrar, e escolher. Quero ser idiota, inconsequente pelo menos uma vez na vida, quero viver uma vida que me faça feliz a mim, quero ser o eu que vive em mim.






segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No Tempo das Mimosas- Lançamento!!!

Quando era criança tinha duas ambições profissionais na vida: ser professora de história e ser escritora.
Quanto à primeira não realizei e penso que já não realizarei, mas em relação ambição de ser escritora começo agora a tornar em realidade este meu sonho.

Será neste dia 10 de Dezembro o lançamento do meu livro: "No tempo das mimosas". Escrevi este livro há cerca de dois anos,  inicialmente não tinha intenção de o constituir como um livro e ainda agora me sinto muito insegura com esta ideia.

Fiz nudismo este ano e não me senti nem de perto tão "nua" quanto sinto com o lançamento do livro, acho que nestes poemas revelei os meus sentimentos e pensamentos mais profundos, aqueles que habitam em nós, só em nós e que muitas vezes não ousamos dizer nem a nós mesmos em voz alta.

Eu tenho mais textos escritos, e um romance que se começa a desenhar, vários blogues, como este... mas acho que a poesia é por excelência a forma de escrita em que (ainda que eu não a  domine) me é mais fácil expressar-me cruamente e sem filtros.

Acho que é mais fácil ser-se um bom romancista que um bom poeta, e que é mais fácil ser-se poeta  do que romancista. 

Tenho a certeza que o que escrevi não é o livro de uma boa poeta, mas como até a Jane Austen (meu grande ídolo) teve um primeiro livro mauzinho, dou a mim mesma a permissão de fazer o mesmo, de deixar vir ao mundo o meu primeiro livro ainda que o meu medo me mande escondê-lo. E é neste misto de emoções positivas e negativas, de excitação e medo que vos anuncio o lançamento do meu primeiro livro, na livraria FERIN no Chiado, pelas 15h e 30 do dia 10 de Dezembro de 2016.

A sessão de apresentação contará com a minha Mãe  (se não forem as mães a elogiarem-nos e gostarem de nós quem será?), a Rita Morais (uma grande amiga minha pelas já enumeradas razões de convidar a Mãe) e a Lina Vieira (a minha Chefe que apoia estes meus devaneios literários). Após as quais, mais pessoas próximas lerão 5 dos meus poemas. 

Nessa semana farei 32 anos e lançarei um livro, para mim que achava que aos 30 devia definir muita coisa na vida, dou-me agora conta que a vida não termina aos 30, mas é bem capaz de ser esta a década em que decidimos apaixonarmo-nos por nós mesmos ao ponto de darmos mais importância aos nossos sonhos que às vozes do mundo.

Conto convosco lá para partilharem a felicidade que este momento me traz.

E um grande Bem-Haja pelo apoio que já me deram, sem o vosso contínuo entusiasmo pelo que escrevo talvez não tivesse a coragem de ser escritora.


How happy I was if I could forget

  How happy I was if I could forget How happy I was if I could forget To remember how sad I am Would be an easy adversity But the recollecti...