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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Mais do que ser magra... Aceitação está na moda!!!

Eu sei que tinha encerrado este Blog por sentir que já não fazia tanto sentido.
Mas hoje não resisti...

Este Blog começou um pouco antes desta revelação do movimento Bodypositive, acompanhou-o um pouco e nos últimos tempos senti que no fundo não escrevia aqui nada de novo.

Hoje contudo encontrei um artigo que achei piada e decidi vir aqui escrever, se quiserem ver podem clicar no link abaixo.

artigo

Concordo inteiramente com o artigo.  Acho que finalmente começa a sair de moda o ser magro e a estar na moda o aceitar-se as imperfeições.

Como espécie almejamos a beleza como um símbolo de perfeição.
Mas nem todas somos perfeitas e queremos sentir-nos representadas.

Continuo a achar que as mulheres são mais bonitas quando num peso saudável. Mas algumas de nós não estão nesse peso e também devemos poder ver como as roupas nos fica.

É disto que a moda agora  trata.
Não é uma glorificação da gordura!
É uma aceitação de que os gordos são pessoas como as outras e têm o direito a  experimentar com moda e viver plenamente sem ter  de se esconder em casa ou em roupas de formato tenda.

 As pessoas continuam a não querer ser obesas, e isso é necessário que se mantenha!

 Ser demasiado gordo não é bom, e não acredito que alguém que seja gordo o ache.

 Mas nós os gordos, graças a estas mudanças passamos a poder não ter mais o problema psicológico, acrescido a todos os outros que vêm com a gordura, e que nunca fez ninguém emagrecer.

Não é demais reforçar que as pessoas não são gordas porque querem. E não devem por isso ser ostracizados pela sociedade.

Eu particularmente desde que vim para a Inglaterra tenho sentido a gordura de forma totalmente diferente. Aqui as pessoas são mais gordas do que em Portugal e por isso eu na maioria dos dias sinto-me super normal. É bom finalmente ir às lojas e haver o meu tamanho em praticamente tudo, é bom não sentir que as pessoas me olham mais pelo meu tamanho que  pelo meu estilo por exemplo. É muito bom não me sentir posta de parte ou gozada pelo meu tamanho, como já fui tantas vezes, até em contexto de trabalho,

Outra das coisas que este movimento trouxe à tona é que há gostos para tudo e que  aquilo que incomoda uma pessoa pode ser adorado por outra.

Tenho por isso adorado ver as notícias de pessoas com deficiências, excesso de peso, doenças... a desfilarem nos desfiles de moda um pouco por toda a parte do mundo.

A pouco e pouco este movimento conseguiu o impensável, derrotar a ditadura da magreza e da beleza convencional como único modelo a seguir. Nem a  Vitoria Secret  foi poupada, com o seu espectáculo a ser descontinuado. Na lei da selecção natural não são os mais fortes que sobrevivem são os mais adaptados. E as forças pequeninas todas juntas podem muito.

Não estávamos no global a ser representados. É uma Era de mudança, em que cada um pode ser o que é e sentir-se feliz na sua pele. Viva!!!

Termino isto com uma foto de mim a ser gorda e num dia em que me sentia particularmente confiante na minha gordisse. :D








domingo, 2 de julho de 2017

Eu Modelo Plus Size...

Na semana passada a minha irmã enviou-me um link de uma agência de Modelos plus size, o meu propósito com o contacto era entrevistá-los para este blog... E depois do contacto inicial recebi uma resposta muito simpática.


Aceitaram com agrado a minha entrevista, vão divulgar o meu blog e a parte imprevista... aceitaram agenciar-me como modelo plus size!!!!

Sim, eu sei.... Parece um pouco irreal, se há coisa que nunca pensei vir a ser na vida foi modelo. Cresci a achar que as modelos tinham de ser magras e altas. Eu não sou nem magra nem alta mas acho que vai ser pelo menos uma experiência super divertida.

Nesta fase como ainda não sei bem como funcionará não sei ao certo se se concretizará, até porque tenho uma actividade profissional em exclusividade que talvez não seja compatível com esta ocupação, tenho esta semana para investigar estes assuntos...

Mas fiquei feliz só com a ideia de ser aceite numa Agência de Modelos e tenho neste momento a sessão fotográfica agendada, para ter um book... em breve talvez divulgue aqui ;).

Por agora só acho que vai ser uma experiência engraçada e convenhamos nos dias em que acordo bem disposta e me arranjo eu já me sinto praticamente uma Diva, por isso a diferença não será muita...

Deixo aqui o link da página da agência para que mais pessoas que gostem da ideia possam entrar em contacto com eles.

Eu não tenho tirado muitas fotos, de modo que deve ser difícil pôr aqui alguma foto com glamour recente, mas como para a primeira sessão eles pedem um top branco e calças de ganga o meu improviso em casa a estas horas avançadas da noite deu algo assim:









quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Jeitosos que gostam de gordas: Sim ou não?

Um dia destes a navegar pela net encontrei um artigo que fala sobre a forma como alguns homens atléticos apreciam gordas e o facto de isto dever ser irrelevante para o amor próprio das mesmas.

Eu concordo com a posição da autora mas a verdade é que uma das necessidades na pirâmide de 
Maslow é a apreciação dos outros, a necessidade de estima, se a estima é por um jeitoso ou não eu acredito que conta pouco, conta especialmente que se tenha a aprovação da pessoa de quem se gosta.

Eu muitas vezes gosto de pessoas que não são o meu estereótipo de beleza masculina, na realidade aparte do loiro nunca gostei/me apaixonei de ninguém que considerasse verdadeiramente bonito, por norma separo estas duas coisas, acabo por achar algumas pessoas bonitas mas o que me atrai é muito mais a personalidade, a confiança, a inteligência, a atenção... Uma série de pequenas coisas que fazem a pessoa ser como é...

Talvez por isso acredito que escolher uma pessoa pelo seu tamanho (sendo este pequeno ou grande) é muito redutor para tudo o que a pessoa é, deve escolher-se por inteiro, somos muito mais do que o nosso  peso. 

Ainda assim muitas vezes acho que as pessoas não conseguem ver para além disso. Eu e o loiro andamos em crise há algum tempo, por razões que muito pouco têm a ver com o meu aspecto, mas é sempre na nossa diferença de aspecto que as pessoas se focam. 

Há uns tempos num jantar de Natal uma rapariga que não me conhecia de lado nenhum, com quem eu não estava sequer a falar perguntou ao loiro:

-Gostas dela?

O loiro respondeu:

-Obviously yes!

Tendo depois ficado muito incomodado com esta situação porque achou que o estavam a pôr em causa. Eu acho que quem estava a ser posta em causa era eu, as pessoas acreditam que as mulheres têm de ser bonitas e que as gordas não podem ser bonitas o suficiente para que um homem se apaixone. Quanto a isto quero desmentir os dois pontos da questão:

-  Apaixonamo-nos por pessoas não pela beleza da pessoa e quando assim é não é amor, é outra coisa. -E sim! As gordas podem ser bonitas ou feias e muitas vezes depende da pessoa que observa mais do que do que do observado, pois embora exista um sentido de beleza biológico e inato, todos nós somos o resultado dessa biologia condicionada pelo meio com gostos em parte aprendidos pelas experiências que vivemos.

Eu sinto este preconceito em relação ao tamanho vindo sobretudo de mulheres, muito mais do que de homens. E aproveito para deixar aqui uma foto de uma das pessoas que considero lindíssima, com o marido o qual a adora e tendo ela tido sempre muita facilidade em que as pessoas de fora lhe reconhecessem essa beleza. Pasme-se!! É a minha irmã e não, não é magra, ao contrário de mim sempre teve excesso de peso mas nunca deixou que isso fosse um entrave à concretização de nenhum dos seus sonhos, e apesar de mais nova, nesta como em tantas outras coisas é o meu ídolo.









sábado, 15 de outubro de 2016

Será a moda para todas?

Desde que me conheço como gente gosto imenso de roupa e de maquilhagem, gosto de saltos altos, baton vermelho, vestidos de festa! gosto de moda, gosto de me sentir bem nas roupas que uso, mas mais ainda de me sentir linda nas mesmas.

O ter ficado gorda com a idade não alterou isto e nem acredito que algum dia a idade venha a alterar.

Nesta comunidade do BodyPositive que eu acabo por seguir e onde me revejo é postulado que as pessoas independentemente do tamanho que têm devem usar o que bem lhes apetece.

Eu concordo com isto em teoria, na prática sou demasiado vaidosa para vestir roupas que sinta que não me favoreçam. Na realidade, a minha abordagem do tema, quando pretendo estar bem vestida, é um pouco a contrária: só vestir mesmo aquilo de que além de gostar me assenta bem!

Com isto não quero dizer que seja apologista da maior parte das "roupas para gordas", acredito que essas roupas na sua maioria são roupas que em vez de favorecerem põem em evidência o excesso de peso. Ninguém fica bem a vestir uma "tenda" como camisola, seja gorda ou magra, então porquê fazer essa escolha?

 Gosto do bom senso na escolha das roupas, não acho que nos devamos esconder, mas acredito que usarmos o que podemos de forma a realçar os nossos pontos fortes é uma mais valia.

Assim acabo por usar quase tudo, mas preocupo-me sempre em avaliar se assenta bem ou não, e acredito que quando se tem excesso de peso, mais do que seguir regras à cega, o importante é perceber como é que as  regras funcionam connosco e jogá-las a nosso favor.

Pessoalmente nas fases em que estou mais magra tendo a mostrar mais as pernas na roupa, nas épocas em que estou mais gorda aposto mais nos decotes, pois como a minha irmã costuma dizer: "o tamanho da barriga percepcionado é inversamente proporcional ao tamanho do decote".

Esta é a minha adaptação deverá haver adaptações que pessoalmente façam mais sentido nuns corpos do que outros. Mas mesmo isto, não deve ser levado ao exagero, às vezes conseguimos ser os nossos piores inimigos e sobretudo as pessoas que em alguma altura da vida sofreram pelo julgamento da imagem tendem a ser muito autocríticas em relação a si mesmas, demasiado... A confiança é o factor mais importante em qualquer roupa que se vista, é para isso que servem todas as técnicas que nos façam bonitas, para provarem a nossa beleza a nós mesmos, de forma a que o que os outros pensem não abale de modo de nenhum o que sabemos sobre nós mesmos.

Hoje na Internet encontrei um vídeo da Ashley Graham em que ela elucida este conceito com exemplos, explicando como no fundo não há roupas que nos estejam vedadas por sermos gordas, há é  essas adaptações a fazer pessoalmente em função dos nossos corpos, de modo que possamos de facto usar tudo, mas bem!





terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ser gorda não é ser...

Para a maioria das pessoas que não são gordas, ser-se gorda equivale a uma das maiores razões de pânico. Li há algum tempo num estudo psicológico feito, que  as mulheres preferiam relacionar-se com homens assassinos que com homens gordos, e que perder um familiar é um stress equivalente a ganhar 10 kg.

Penso que para a maioria das pessoas isto acontece por todas as outras coisas que erradamente ou apenas limitadamente se associa ao ser-se gordo, acredito que a maioria dos gordos não pensa assim.

Eu já perdi e ganhei peso muitas vezes, e no entanto associo sempre as épocas em que estive mais magra a tempos profundamente infelizes na minha vida; no meu caso em particular, estar mais magra (ou menos gorda) não me faz mais feliz. Ainda que faça aos que me rodeiam! Na realidade a única coisa que me faz mais feliz quando estou com menos peso, é não ter de aturar pessoas a chatear-me e a dizer-me constantemente que:" estou muito gorda e devia fazer dieta ou alguma catástrofe acontecerá para me punir pelo meu desagradável tamanho"... ler isto com um sarcasmo realista, pois coisas semelhantes são ditas aos gordos diariamente.

Ainda assim, há um prazer de transgressão que é associada ao excesso de peso e penso ser comum a pessoas com outros vícios. O ser-se gordo por ser mais notado dá-nos isso de forma mais visual. Posso comparar, por exemplo, com a questão das modificações corporais, por um lado é preciso coragem para que no mundo nos sintamos lindos tendo um grande excesso de peso, por outro é uma coisa natural. Muitas vezes esta característica torna-nos diferentes de todas as pessoas de uma sala tornando-nos mais reconhecíveis e faz com que tenhamos de assumir que embora seja algo que nos identifica é nosso e não somos menos ou mais por isso. Torna-se uma característica identitária.

Hoje li um artigo duma blogger que reflecte um pouco sobre muitos dos conceitos que se associam aos gordos e que na realidade não são verdade, tal como ser-se gordo é ser-se: desleixado, ambicioso, celibatário, feio... Entre tantos outros... E apresento-o aqui, vale a pena ler.

Queria apenas dizer mais que, as pessoas gordas são pessoas como todas as outras, ser-se gordo é só uma característica. A partir de um certo limiar, negativa? Sim, mas de forma nenhuma como qualquer pessoa que nunca tenha sido gorda pense!

Na realidade o mais negativo de se ser gordo é o preconceito que os gordos sofrem todos os dias.

http://www.bustle.com/articles/152823-11-things-fat-is-not?utm_source=facebook&utm_medium=owned&utm_campaign=bustle


Esta sou eu... gorda e sem pedir desculpas ao mundo por isso! :D









sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Ashley Graham e o duplo padrão para as mulheres gordas

Hoje li um artigo que noticiava que a nova estrela da  H&M é a modelo plus size Ashley Graham, a qual como qualquer comum mortal pode reparar é lindíssima e absolutamente sensual.
 Também hoje dei comigo a pensar como mesmo com este movimento de aceitação de corpos de mulheres com diferentes formatos e tamanhos continua o nosso duplo padrão a julgar as mulheres gordas.

Ter a sensualíssima Ashley como imagem de uma marca de massas é fantástico, contudo ver que para se ser modelo de tamanhos grandes se tem de ter uma cara perfeita, e um corpo que apesar de grande é desproporcional  e curvilíneo na medida certa, não avança muito naquilo que é a aceitação de corpos diferentes pela sociedade.
Na realidade acho que para se ser modelo plus size é necessário algo mais raro que para se ser uma modelo de tamanhos pequenos, enquanto que as primeiras têm de ter caras perfeitas as segundas podem ter características faciais estranhas e não tão atraentes, são até encorajadas pela diferença; enquanto que as modelos plus size sendo gordas têm de ter uma cintura pequena e peito e rabo grandes as modelos magras podem ser de diferentes formatos desde que muito subnutridas...De realçar também que todas as modelos gordas têm caras magras!

Este é o padrão que como sociedade se aplica às mulheres gordas. Pode-se ser gorda desde que se seja fisicamente atraente, tudo o resto é irrelevante na avaliação social que fazem de nós, mulheres gordas.

Diz a frase de Coco Chanel "Não há mulheres feias, há mulheres preguiçosas", ora eu acho que há! Há mulheres e homens feios e bonitos, a diferença não está tanto no modelo mas naquele que olha, e se a sociedade continua a "educar-nos" para olharmos sempre da mesma maneira, todas estas modelos grandes não são verdadeiramente um alargamento da visão de aceitação social, são apenas um redirecionamento do foco.







How happy I was if I could forget

  How happy I was if I could forget How happy I was if I could forget To remember how sad I am Would be an easy adversity But the recollecti...