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sábado, 22 de julho de 2017

Hoje foi o dia: sessão fotográfica na curvy models

Hoje foi o dia, fui fazer a sessão fotográfica na Agência Curvy Models.

Foi o que de certa forma esperava uma tarde divertida, fui com uma amiga e para ela foi um bocado aborrecido, mas para mim foi interessante ver uma empresa que trabalha para diminuir o preconceito em relação aos gordos e que o faz de forma pioneira no país, onde tudo isto só agora começa.


Em relação aos meus dotes como modelo, a história é um pouco diferente...
 devo dizer que embora tenha sido muito divertido, foi também intimidante. Eu gosto mais de fotografar do que de ser fotografada mas não me constrange sê-lo, ainda assim naquele ambiente em que eu tinha de simular emoções, caras e estados de espírito dei comigo a pensar que é realmente necessário algo mais que fotogenia e um tamanho XXL bem distribuído para se enveredar por este mundo.

Por agora espero o resultado da sessão, e apesar de ter sido uma experiência positiva e enriquecedora fez-me perceber que é muito diferente tirar fotos na rua em momentos genuínos do que criar as expressões desses momentos.

Dos exercícios que fiz e que a fotógrafa tentou captar com a câmara tive clara dificuldade em mostrar raiva e sensualidade para a câmara. Talvez porque no geral sou uma pessoa que raramente se enraivece e que mesmo quando o faço fecho esses sentimentos internamente, são convertidos em frustração até eu perceber como os vou deixar sair.

Em relação à sensualidade, a verdade é que eu me acho bonita, mas não necessariamente sensual e isso foi um desafio muito grande. Eu sou o género de pessoa que vestida para matar vai torcer um pé a entrar na sala, vai entalar o vestido em qualquer sítio, vai dizer uma piada e rir demasiado alto... No fundo eu acho-me cómica mas não sensual e isso ficou a notar-se nessas fotos. Tentativas falhas de uma sensualidade que nunca encontrei em mim. Assim esta experiência fez-me tomar conhecimento e reconhecer de forma diferente coisas que sei sobre mim própria e sobre questões da minha auto-estima  que se calhar estão cá algures. Ou então talvez seja só o facto de no fundo, lá bem no fundo eu ser uma pessoa muito mais tímida do que me habituei a mostrar...


Entretanto como trabalho para casa... imitar modelos plus size sensualonas... Vou-vos mantendo informados e da próxima vez coloco uma fotinha da minha sessão, uma daquelas em que mostro um sorriso de orelha a orelha algo em que sou realmente boa:rir!! :P







quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Acerca de mim... ou FatPride? :D


Aproveito este dia um pouco mais calmo na minha rotina para actualizar o blog com mais calma e dar-me a conhecer um pouco melhor.

Eu chamo-me Eva, tenho 30 anos, sou da Beira alta, estudei Medicina Nuclear e depois disso enveredei pela área da física na saúde e trabalho como professora na área da Medicina Nuclear e imagem médica.
Gosto muito de literatura, sou uma leitora ávida, escrevo também, tenho um blog de poesia estando alguns dos poemas sendo revistos para constituírem o meu primeiro livro impresso.

Tive uma relação amorosa de quase 7 anos que acabou por o meu ex namorado ter dificuldade em lidar com o meu tamanho e com o que a sociedade pensa das pessoas gordas. Durante um ano pensámos casar-nos, mas ele queria casar-se comigo magra e não com a pessoa que eu era na altura e esta pressão diária e a minha resistência acabaram por destruir a nossa relação.
Continuamos contudo amigos próximos, como o fomos desde a adolescência e desejo-lhe o melhor do mundo, apoiamo-nos e a minha vida era mais pobre se assim não fosse.

Há 6 meses iniciei uma nova relação com um rapaz que me aceita independentemente do tamanho e devo dizer-vos que só isso me faz ainda mais certa de que ser-se gorda é muitas vezes uma protecção, pois quem nos ama, ama de facto a pessoa que somos e não apenas a nossa casca exterior.

Nunca senti que o ser gorda me tivesse impedido de ser amada, pelo contrário, fez-me sê-lo numa vertente mais segura e profunda.

Ainda assim incomoda-me o meu tamanho porque limita a minha mobilidade, exacerba alguns problemas de saúde que tenho e sobretudo porque odeio a ideia de não controlar os meus comportamentos, faz-me sentir fraca e eu sei que o ser fraca não é de modo nenhum a pessoa que sou.

Deixo-vos aqui então algumas fotos em tamanho real recentes, porque o meu pior defeito está à vista! e isso só me pode fazer sentir segura em quem sou.









How happy I was if I could forget

  How happy I was if I could forget How happy I was if I could forget To remember how sad I am Would be an easy adversity But the recollecti...