Este é um blog sobre dietas... mas sobretudo sobre como devemos ser felizes mesmo gordos.
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
How happy I was if I could forget
segunda-feira, 25 de julho de 2022
De novo me hei-de levantar!
quarta-feira, 20 de julho de 2022
Asas ou raízes?
terça-feira, 25 de maio de 2021
Escuridão
A outra que nao sou
Podia ter sido outra,
Que não sou!
E olho agora para o passado,
Nesta casca esfarrapada.
Para quem podia eu ter sido e não
fui,
Para a palavra doce que não disse,
Para a mão que não estendi,
Para o sorriso que escolhi morrer
antes da face,
Para todas as vezes em que
escolhendo mostrar a alma a escondi!
Para todas as vezes que
covardemente fugi,
Para o abjecto que fui quando podia ter sido grande,
Para a mulher rato que habita em mim,
Para a cobra que sou a rastejar
Para a Fiona que no espelho ri!
Como queria eu ser melhor...
Despir me!
Deste mal que me arrasta,
Deste ego que me sufoca,
Deste vicio que me aprisiona..
Como queria ser a flor que
desabrocha,
O Cisne que cresce branco,
A lagarta que em borboleta se
transforma.
Mas este passado repetido
Deu parto ao presente...
Um presente em que vivo no que
podia ter sido,
Mas nao fui!
Eva Maria Valerio de Sousa
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Como não apoiar a escravatura moderna
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Acerca da imagem negra na luta contra o racismo
sexta-feira, 24 de abril de 2020
5 anos com o Loiro...
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Não facebook, eu não quero o rabo maior!!
quinta-feira, 9 de abril de 2020
A importância da mediocridade
Isto era o que eu precisava de ouvir hoje. Eu sou das pessoas todas que conheço aqui, a que está a fazer um doutoramento mais distante da área e conhecimentos originais e também a que teve mais entraves com autorizações e atrasos na tese. Foi tudo uma combinação de problemas aos quais se soma a minha ignorância no campo da computação, a qual tenho tentado vencer nos dois últimos meses mas de forma muito deficiente.
A verdade é que sou má, mas tenho de pelo menos esforçar me ao máximo e tentar. Talvez nunca saia de ser má, mas não pode ser o desistir a vencer. O que digo a mim mesma é que posso falhar, mas não desistir... nunca. Eé com este mantra que me tem empurrado na vida nas alturas mais difíceis que conto.
Ponho esta foto porque foi tirada nas galerias romanas debaixo da cidade de Lisboa, ao fim de eu ter aguentado 7 horas na fila, num dos poucos dias no ano em que abre.
segunda-feira, 30 de março de 2020
Dieta em tempo de isolamento
Portugal de quarentena...
terça-feira, 3 de março de 2020
5 anos e 30 quilos..
Já perdi as contas de quantas vezes fiz e desfiz dietas. Não tenho grande esperança que desta vez vá funcionar. Mas desta vez decidi fazer por uma boa causa. Engravidar daqui a alguns anos.
Não é grande novidade que eu nunca quis ser mãe cedo, mas agora que tenho 35 começo a pensar nisso, para quando voltar a Portugal de forma mais definitiva.
Devido aos meus ovários poliquísticos a minha probabilidade de conseguir engravidar naturalmente aos 37 ou 38 será muito reduzida estou a contar utilizar os ovócitos congelados. Segundo me informaram na clínica implantam os mesmos apenas em pessoas que não sejam obesas.
Ver a minha irmã passar muito mais nova que eu serei passar pela gravidez com complicações, também pesou na minha decisão. Se ela tem tido problemas eu terei muito mais. Neste momento com este peso e tamanho uma gravidez não seria possível.
Eu não sou só obesa, obesa era eu há 5 anos com menos 30 quilogramas, eu neste momento estou na obesidade mórbida.
Tenho muitas razões para ter chegado aqui, tenho algumas de saúde física como o uso de antibióticos para continuadas infeções urinárias, problemas hormonais e lesões articulares que me causam dor e impedem muitas vezes um exercício físico mais activo e prolongado.
Mas penso que sou gorda sobretudo por razões emocionais. Eu uso a comida como um cobertor de segurança, quando estou aborrecida, sozinha, infeliz, stressada. Especialmente em épocas mais negativas. Tenho a agravar isto tudo o facto de não me fazer muita confusão ser gorda, penso que em muitas situações me serve bem porque me faz ser menos intimidante, o facto de eu ter um erro tão grande tão visível acaba por me dar coragem para não sentir pressão e fazer mais erros, e tentativas que às vezes acabam por trazer coisas boas. Resumindo, para mim ser gorda é libertador, é uma forma de não conformismo e quase sempre me sinto bem em qualquer tamanho.
Tenho esta luta sempre na na cabeça.
Desta vez decidi desta vez fazer tudo devagarinho.
A falar destas coisas com a minha sogra minha sogra disse -me há pouco tempo que estou o dobro desde a altura em que conheci o loiro, há 5 anos. Não foi com má intenção, foi mais para me ajudar, e não estou o dobro mas estou 30 kg mais pesada que na altura. Hoje a ver fotos desse tempo (está quase no aniversário de nos termos conhecido, fiquei um bocado chocada). A verdade é que eu nunca sinto em mim a variação do peso, apesar de nas fotos ser bem notório. Também é por isso que decidi desta vez ir partilhando selfies de corpo inteiro, porque me ajuda a comprometer com o plano o facto de se falhar ser um falhanço público e porque me ajuda a ver a evolução que não sinto.
Assim deixo aqui as fotos de há 5 anos, como o objectivo a atingir até final de Dezembro deste ano. Vamos ver se consigo.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Conto-vos como foi...
domingo, 6 de outubro de 2019
Quando por vergonha deixamos de viver
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Coragem ou burrice?
Começou no 10º ano quando uma colega minha disse que me admirava por usar roupas que ninguém usaria e não querer saber disso. E continuou um pouco pela minha tendência para ser um pouco uma idealista de causas perdidas, que acabam por me fazer por vezes confrontar a autoridade e conceitos estabelecidos, quando acredito que ocorrem injustiças. No último ano as pessoas dizem-me que sou corajosa por ter deixado tudo e vindo ser estudante noutro país já entrada nos 30.
Ora se é fantástico que as pessoas admirem isto em mim, e isso me faça feliz, há dias em que não me sinto corajosa. Sinto-me estúpida. Tento sempre não pensar muito nas coisas antes de as fazer porque senão perderia a força, e acredito que quando a meio, mesmo que a força nos falte acabamos por encontrar uma saída.
Esta semana voltei para Hull, e não estou o mais capaz e equilibrada que tenho estado para a tarefa que me espera. Sinto-me depressiva, irritada com os que amo, perdida... Tenho medo de desenvolver alguma doença séria mental e por isso, procurei a equipa de conselheiros da universidade, são tipo psicólogos com quem se pode falar e que nos encaminham para serviços especializados.
No meu caso concreto falar não é um problema, mas preciso de apoio especializado para que os meus hábitos alimentares não derrapem ainda mais. Eu como por conforto, e em alturas críticas tenho episódios de compulsão alimentar. Nos últimos meses têm piorado provavelmente devido a todo o stress que tenho tido. Por um tempo aceitei isto como estratégia de lidar com o stress do último ano, mas não é uma boa solução para mim.
Não sei se fará efeito mas a ter de começar por algum lado pareceu-me ser este o mais sensato, uma vez que todos os planos de nutricionista, inscrições no ginásio, caminhadas suplementos e tretas não resultaram. O meu corpo pede-me cuidado mas a começar pela cabeça.
Decidi falar disto, não por ser corajosa. Mas por outras duas razões, a primeira que me é mais cara é pelo estigma da doença mental, tudo o que puder fazer para o diminuir farei. A segunda razão porque a Internet está cheia de histórias felizes falsas, e isto irrita-me. Há sempre uma grande pressão para nos mostrarmos perfeitos. Mas não somos. E isso não deve ser um problema, nem uma pressão, se fossemos todos mais reais, talvez vivêssemos num mundo mais livre de problemas e influências negativas.
Em relação ao título... o tempo responderá. Se eu conseguir manter-me sã após o doutoramento então vir foi um acto de coragem, se a minha saúde for afectada por ele então certamente um de burrice. Porque nada vale a nossa saúde mental.
P.s. A foto hoje é uma selfie, porque estes problemas não se vêem na cara, e no entanto quero dar a cara por eles.
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
Mais do que ser magra... Aceitação está na moda!!!
Mas hoje não resisti...
Este Blog começou um pouco antes desta revelação do movimento Bodypositive, acompanhou-o um pouco e nos últimos tempos senti que no fundo não escrevia aqui nada de novo.
Hoje contudo encontrei um artigo que achei piada e decidi vir aqui escrever, se quiserem ver podem clicar no link abaixo.
artigo
Concordo inteiramente com o artigo. Acho que finalmente começa a sair de moda o ser magro e a estar na moda o aceitar-se as imperfeições.
Como espécie almejamos a beleza como um símbolo de perfeição.
Mas nem todas somos perfeitas e queremos sentir-nos representadas.
Continuo a achar que as mulheres são mais bonitas quando num peso saudável. Mas algumas de nós não estão nesse peso e também devemos poder ver como as roupas nos fica.
É disto que a moda agora trata.
Não é uma glorificação da gordura!
É uma aceitação de que os gordos são pessoas como as outras e têm o direito a experimentar com moda e viver plenamente sem ter de se esconder em casa ou em roupas de formato tenda.
As pessoas continuam a não querer ser obesas, e isso é necessário que se mantenha!
Ser demasiado gordo não é bom, e não acredito que alguém que seja gordo o ache.
Mas nós os gordos, graças a estas mudanças passamos a poder não ter mais o problema psicológico, acrescido a todos os outros que vêm com a gordura, e que nunca fez ninguém emagrecer.
Não é demais reforçar que as pessoas não são gordas porque querem. E não devem por isso ser ostracizados pela sociedade.
Eu particularmente desde que vim para a Inglaterra tenho sentido a gordura de forma totalmente diferente. Aqui as pessoas são mais gordas do que em Portugal e por isso eu na maioria dos dias sinto-me super normal. É bom finalmente ir às lojas e haver o meu tamanho em praticamente tudo, é bom não sentir que as pessoas me olham mais pelo meu tamanho que pelo meu estilo por exemplo. É muito bom não me sentir posta de parte ou gozada pelo meu tamanho, como já fui tantas vezes, até em contexto de trabalho,
Outra das coisas que este movimento trouxe à tona é que há gostos para tudo e que aquilo que incomoda uma pessoa pode ser adorado por outra.
Tenho por isso adorado ver as notícias de pessoas com deficiências, excesso de peso, doenças... a desfilarem nos desfiles de moda um pouco por toda a parte do mundo.
A pouco e pouco este movimento conseguiu o impensável, derrotar a ditadura da magreza e da beleza convencional como único modelo a seguir. Nem a Vitoria Secret foi poupada, com o seu espectáculo a ser descontinuado. Na lei da selecção natural não são os mais fortes que sobrevivem são os mais adaptados. E as forças pequeninas todas juntas podem muito.
Não estávamos no global a ser representados. É uma Era de mudança, em que cada um pode ser o que é e sentir-se feliz na sua pele. Viva!!!
Termino isto com uma foto de mim a ser gorda e num dia em que me sentia particularmente confiante na minha gordisse. :D
How happy I was if I could forget
How happy I was if I could forget How happy I was if I could forget To remember how sad I am Would be an easy adversity But the recollecti...
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Um Blog para retratar a minha luta dos 96 aos 56. O meu tortuoso caminho de francamente obesa para um peso saudável. Eu sempre tive oscilaç...
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Hoje a ver vídeos no youtube encontrei este que explica um pouco como funciona a perda de peso e porque não acontece a um ritmo constante...
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Eu que como já deve ter dado para perceber sou um pouco avessa a restrições exageradas de um tipo de nutrientes e a dietas milagrosas.... en...


























